terça-feira, 19 de maio de 2009

terça-feira, 8 de abril de 2008

Fotonovela






Algumas fotos experimentais...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Porque estudamos Arte?


História da Arte é parte do currículo do curso de Comunicação Social.
Partindo do pressuposto que Arte é um meio de comunicação, o seu estudo se torna fundamental para aqueles que pretendem se aventurar como jornalistas, publicitários, relações públicas, etc.
Se é tão importante, se faz parte desse cotidiano, porque essa matéria encontra tanta resistência em sala de aula?
Grande parte dos alunos chega ao ponto de ignorá-la, cumprindo apenas a carga horária exigida, não se aprofundando nos temas.
Isso explica a falta de preparo de muitos profissionais e da sua incapacidade de resistir ao mercado, que clama por originalidade e novas propostas em Comunicação.
Estudar Arte, é se encontrar com o registro concreto da História da Humanidade.
É explorar “in loco” tudo aquilo que as outras matérias nos ensinam teoricamente.
Se para o médico se faz necessário o acompanhamento de cadáveres, o Comunicador precisa aprender a conviver e a entender obras de arte. O seu interesse deve ser constante.
A formação de novos profissionais dependerá em grande parte - do seu apuro artístico.
E o “despreparo” é notado antes mesmo da formatura – na faculdade!
Grande parte dos graduandos tem dificuldades com o raciocínio sensível e não consegue expor suas idéias de maneira satisfatória. O senso crítico então – vocábulo inexistente!
E pensando em toda essa situação, dá pra viajar um pouquinho!
Nos E.U.A. os homossexuais são chamados QUEER – que literalmente significa diferente.
A partir do conceito literal da palavra e da associação aos gays, no final da década de 80, surge uma nova corrente de pensamento, a qual formulou a teoria QUEER.
Entre outros, o objetivo dessa teoria é, a inclusão do homossexual na sociedade.
Historicamente, os homossexuais situam-se à margem, em padrões excludentes.
Não constituem necessariamente um estrato social, nem mesmo uma raça – mas existe dentro da Sociedade uma área delimitada em que o homossexual pode circular, um meio claro de segregação.
Nos anos 90, quando o mundo reconhece a homossexualidade não como uma doença, mas como um comportamento sadio e não voluntário, percebe-se uma condição menos vulnerável a fatores externos (amigos, capeta.. etc) e mais ligada a individualidade de cada ser.
A partir dessa nova concepção para a sexualidade, o modelo binário (homem x mulher) cai por terra. É preciso tolerar o diferente, ou QUEER.
E o grande barato disso, é que a QUEER THEORY é suas propostas estendem-se para todas as minorias.
Em qualquer área do conhecimento humano trabalhamos com padrões sociais, como se todos fossem iguais em idéias e sentimentos. É assim na Psicologia, na Pedagogia, entre tantas outras... E esses padrões pré-estabelecidos que marginalizam aqueles que não se enquadram.
Moldar um currículo acadêmico dentro dos moldes da QUEER THEORY significa estabelecer valores de liberdade de pensamento e expressão. Significa possibilitar o acesso de informação a todos. Significa permitir o entendimento de várias realidades, não só a mais popular, a da maioria ou a mais comercial.
É preciso valorizar o individuo perante o padrão coletivo.
Pensar QUEER é pensar diferente!
Estudar História da Arte também! Pode te ajudar a não ser mais um mane por aí...


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

QUE CADA UM FAÇA SEU JULGAMENTO...

Eu não sei se eu fui claro nas minhas colocações no post anterior. O fato é que a minha colega de sala - Paola Marshal se sentiu ofendida com os meus comentários.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu não julguei ninguém. Eu deixei isso muito claro no meu texto. Eu apenas lançei um tema para debate, porque como você mesma disse - a foto deixa margem pra mais de uma interpretação.

Em segundo lugar - a argumentação de que a foto estava com uma legenda confusa, é furada.

Eu procurei na internet, versão digital da revista Veja para comprovar o que eu estou falando. Eu encontrei a matéria, mas sem a foto, o que não ajuda muito. Mas eu estou colocando a foto da edição que saiu a matéria. Se alguém tiver a curiosidade é só procurar pela matéria: Cérebro do Riso de Marcelo Marthe.

















VEJA
Edição 2045
30 de janeiro de 2008


No mais, fico muito feliz com os comentários daqueles que entenderam o sentido das minhas colocações. A minha intenção é de apenas promover um debate sadio em torno dessas questões voltadas para a causa gay.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

NUMA AULA DO ANDRÉ...

Adoro. Durante uma aula do Prof. André Azevedo (Fundamentos Científicos da Comunicação), na qual estavamos estudando o "método científico", aconteceu um fato no mínimo curioso.
A atividade era simples, uma análise quantitativa/qualitativa de fotos publicitárias e jornalísticas da Revista Veja.
O objetivo era observar se, a hipótese de que negros não têm visibilidade nas fotos e de que elas são tendenciosas, era verdadeira ou falsa. Num primeiro momento, era pra falar se o indivíduo da foto era branco ou negro.
No final da atividade, cada grupo faria uma exposição dos dados quantitativos que tivesse levantado e se houvesse nescessidade - destacasse o que fosse relevante.
Um dos grupos considerou relevante o fato de que em determinada foto, não seria possível a identificação do sexo (não sei se biológico ou o gênero...) de um indivíduo. Sendo assim, por uma decisão deles, chamaram o indivíduo de tranx.
FATO:
Era uma matéria de variedade. Havia um ator travestido, com a devida legenda. Não se tratava portanto nem de gay, muito menos tranx.
O comentário dessa aula e a primeira aula sobre "Inconsiente e Mito", me fez refletir um pouco sobre a heteronormatividade.
ERA ESTRANHO DEMAIS...
O grupo em sua explanação que existia uma foto ESTRANHA, que lhes chamava a atenção porque era impossível determinar se tratava de um homem ou de uma mulher.
Pelo comentário e as expressões que o grupo utilizou eles deixaram claro (pelo menos pra mim), duas coisas:
>Tudo aquilo que foge ao padrão BILÓGICO de homem/mulher é estranho (a tal da heteronormatividade!)
>Um tranx seria indefinível quanto ao seu papel de gênero (ele é ESTRANHO)
ISSO ME IRRITA
Esse tipo de postura e comentário é mais comum do que se imagina. E por ser tão corriqueiro, passa batido. É comum fazer piadinhas de gays... pra mim não!
Na verdade tudo isso, reflete um preconceito inconsiente. Julgando apenas pela aparência, construímos o papel social e o caráter da pessoa.
Estamos acostumados a falar e ouvir:
- Olha o jeito que fulano fala, ele é gay!
- Fulana não tem namorado, ela é sapatão!
- Nossa seu filho é gay? Cuidado pra ele não ir pra Marcus Cherém!
- Gays não tem religião...
E por aí vai... Estão sempre tentando reafirmar uma série atitudes que teria correlação com o "papel social" que o gay tem na sociedade. E ainda mais ultranjante, tentam provam o quão ANORMAL e.... como vou chamar???? Ah! ESTRANHO, essa é a palavra. O quão estranho é ser gay.
Todos esses pré-julgamentos são fruto do conceito de "heteronormatividade", que estabelece padrões comportamentais claros do que é ser homem e do que é ser mulher. Se restringe ao sexo biológico toda a construção social de um indivíduo.
Ex: Meninos gostam sempre de futebol, os que não gostam são gays.
É obvio que não existe uma lógica real na proposição acima. Mas existem muitos meninos que sofrem na infância simplesmente por não gostarem de jogar futebol.
E existem GAYS, que sofrem toda uma vida, porque o seu sexo biológico não condiz com o seu papel de gênero.
É mais complexo do que se possa imaginar. Além de tudo, vivemos um tempo que expurga minorias, principalmente as sexuais... geralmente ligadas à comportamentos de perverção.
Existem instituições que de forma clara, excluem toda e qualquer possibilidade de aceitação dessas minorias.
Se lembram da primeira aula? "UMA ILHA DE CONSIÊNCIA, CERCADA POR INCONSIÊNCIA!". Foge um pouco do controle. Tenho certeza, que os comentários que o grupo fizeram não foram intencionais.
Não é minha intenção julgar o comportamento dos meus colegas. Mas eu sei que não houve malícia, eles são inoscentes (parece tribunal!).
Porém, foi um gancho - um momento ideal para começar a se discutir "heteronormatividade".
Perguntar não ofende: Alguém pode me responder pra que serve a legenda de uma foto???
PS:
Eu posso até ser difente, estranho jamais.
- Se algum dos meus colegas se sentiu ofendido com o post, poderá postar uma resposta.

Arte x Manipulação

Algumas considerações sobre a aula de ontem, com a Prof. ª Mirna Tonus (História da Arte)http://www.arteuniube.blogspot.com
Podemos considerar a Arte como uma expressão do pensamento e sentimento humano. A criação artística é uma reestruturação da realidade de seu criador. A produção artística é intencional. O artista deseja a todo momento estabelecer um contato com o mundo que o rodeia, expressando suas sensações das mais variadas formas. A obra de arte é um meio de comunicação do artista com o mundo exterior.
Eu sempre considerei claro, a Arte como um meio de comunicação. Se não seguisse essa verdade, não faria teatro. Sempre busquei nos meus trabalhos, um nexo com o real e o concreto. O Teatro sempre cumpriu um papel social muito importante da história da humanidade, porque lança um panora da condição humana. Na sua imensa diversidade!
O que eu não havia atentado era para o fato de que, a arte é um processo intencional... Isso realmente deixou uma lacuna no meu pensamento.
Até hoje, presupunha que a Arte era um processo quase que espiritual. Um meio que o artista se utilizava para exprimir seus sentimentos... Talvez uma válvula de escape. Então partindo da idéia de que a Arte era um processo de exteriorização do sentimento e que a alma humana é um emaranhando de sentimentos reprimidos, percebia a Arte como um processo natural e inconsiente. Não havia uma correlação lógica entre a Arte e o pensamento racional. O artista se utilizaria apenas da emoção.
De fato, a Arte é um processo emocional - porém INTENCIONAL! É sim um meio de se lançar impressões a respeito de sentimentos, porém o artista tem objetivos, e propostas claras de alteração da realidade vigente.
E isso fica muito claro, quando estudamos as correntes artísticas e vanguardas. Elas sempre carregavam uma série de objetivos quanto à suas produções artísticas. Vários artistas partilhavam da mesma opinião e seguiam um padrão de intenções para persuadir seus expectadores.
Então, já que a Arte é um processo de comunicação e é impregnada de intenções, seria então a Arte um meio de manipulação?
Essa aula de ontem da Prof. Mirna me deixou com a pulga atrás da orelha... Portanto esse post não se encerra aqui...
Fica em aberto
A Arte é um meio de manipulação?